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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Adaptação Bem Feita: Sugestão de Acolhimento

 

Bebês e crianças pequenas se sentem à vontade quando a creche acolhe as famílias e os objetos pessoais de todos

Cristiane Marangon (novaescola@atleitor.com.br)
 
          A decisão de matricular o filho na Educação Infantil é movida por diferentes razões. Alguns precisam apenas de um lugar para deixá-lo, enquanto outros entendem que esse é o ambiente mais apropriado para os pequenos. Nos dois casos, os primeiros dias na creche costumam não ser fáceis. As mães (ou responsáveis) choram discretamente, se sentindo culpadas pela separação, e a criançada abre o berreiro ao ver os adultos saírem pela porta.

          Evitar cenas assim é possível quando os profissionais escolares programam uma boa adaptação para todos. "Como, na maioria das vezes, essa é a primeira vivência de meninos e meninas num espaço coletivo fora de casa, devemos fazer dessa experiência a grande e boa referência para as próximas relações", diz Beatriz Ferraz, diretora de projetos de formação continuada da Escola de Educadores, em São Paulo.

          No Colégio Farroupilha, em Porto Alegre, a professora Edimari Rodrigues Romeu tem grande preocupação com a adaptação. "Para amenizar o sofrimento das famílias, é preciso mostrar que as crianças ficam bem na creche", lembra. Com isso em mente, ela desenvolveu no início deste ano o projeto Um Cantinho da Minha Casa na Escola com sua turma de berçário. O trabalho com os pequenos, de até 1 ano e meio, durou dois meses e rendeu um diploma por ter ficado entre os 50 melhores do Prêmio Victor Civita Educador Nota 10 em 2007.

          Durante a entrevista com as famílias, Edimari pediu fotos das crianças com os parentes, os animais de estimação e os brinquedos preferidos. "É importante que elas encontrem objetos pessoais na escola", justifica. "Isso dá a sensação de extensão de casa na instituição." Com o material, escolheu um canto, colocou um tapete colorido de EVA no chão e espalhou almofadas e brinquedos devidamente identificados. Em paralelo, confeccionou um painel com os retratos. Tirou cópias coloridas e as fixou em cartolina branca com um adesivo transparente largo. Por fim, colocou o mural na parede numa altura acessível ao grupo.

Álbum de fotos


          As imagens originais foram para álbuns individuais. A professora cortou ao meio folhas coloridas de tamanho A4 e colou as fotos em cada pedaço. Depois, digitou as legendas no computador e imprimiu em papel branco. Nelas, o nome das pessoas e a situação ("Pedro com seus avós no parque", por exemplo). Para garantir mais durabilidade, envolveu as folhas com plástico adesivo transparente. Com o furador, fez dois orifícios em todas as páginas e as uniu com barbante. Na capa, escreveu "Eu e minha família". Como a intenção era deixá-los ao alcance da criançada, ela tomou o cuidado de não usar grampeador nem fio de náilon para não causar machucados.


          Todos os dias, alguém chegava com um brinquedo para juntar ao canto. Edimari reunia a turma numa roda, fazia a chamada e mostrava o novo objeto. "Eu contava quem havia trazido e estimulava o empréstimo, mas nem sempre era atendida. Quem não queria compartilhar era respeitado", diz. Dessa maneira, ficava entendido o que pertencia a quem. O mesmo aconteceu com a inserção de fotos inéditas, com destaque para o nome e as peculiaridades de cada família.
         
          O tempo todo, os pequenos estão livres para explorar o espaço. "Em alguns momentos, eles ficam um longo período olhando e observando seus parentes e os dos colegas", conta. Mas nem todos se acalmam vendo a imagem da família na parede. No princípio, era comum alguns chorarem de saudade. Quando isso acontecia, a educadora os pegava no colo e conversava sobre o momento em que se reencontrariam com os pais novamente. Um de seus argumentos era a proximidade da hora de saída. Para os que não têm autonomia para se locomover, como os bebês de colo e os que ainda não engatinham ou andam, a estratégia é levá-los ao painel ou fixar as fotos no chão com plástico adesivo transparente. Desde o início do ano, Edimari já refez o material algumas vezes por causa da manipulação, mas isso não é problema. O que importa mesmo é o bem-estar da turma.

leia mais em: http://revistaescola.abril.com.br/educacao-infantil/0-a-3-anos/adaptacao-bem-feita-449821.shtml
 

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Neuropsicologia. O que é?

RESUMO DE ESTUDOS EM SALA DE AULA
 
INTRODUÇÃO


O que é NEUROPSICOLOGIA? Neuro - sistema nervoso / Psicologia – comportamento /Comportamento – REI = Razão / Emoção / Interação.

A “Neuropsicologia” é uma interface ou aplicação da psicologia e da neurologia, que estuda as relações entre o cérebro e o comportamento humano, contudo praticamente dedica-se a investigar como diferentes lesões causam déficits em diversas áreas da cognição humana ou tal como denominado pelos primeiros estudos nesse campo estuda as funções mentais superiores, deixando áreas como agressividade, sexualidade para abordagens mais integrativas da fisiologia e biologia (neurobiologia, neurofisiologia, psicofisiologia, psicobiologia), ou melhor, da neurociência.

Entre as principais contribuições desse ramo do conhecimento estão os resultados de pesquisas científicas para elaborar intervenções em casos de lesão cerebral quando se verifica o comprometimento da cognição e de alguns aspectos do comportamento.

            O “Neuropsicólogo” é o profissional que atua no diagnostico, no acompanhamento, no tratamento e na pesquisa da cognição, das emoções, da personalidade do comportamento sob o enfoque da relação entre estes aspectos e o funcionamento do cerebral.

DESENVOLVIMENTO

FUNDAMENTOS EM NEUROPSICOLOGIA

Neuropsicologia Clínica e Neuropsicologia Humana – Escolar
 

Neuropsicologia Clinica: praticada por psicólogos clínicos, onde aplicam o conhecimento cientifico derivado da pesquisa para avaliar e tratar os indivíduos com suspeita de disfunção cerebral.

Atuam em 3 campos fundamentais na profissão:

1.    Diagnostico: através de testes realizados para avaliação das funções cognitivas.

2.    Tratamento: com o diagnostico em mãos é possível realizar intervenções necessárias para a melhora dos pacientes.

3.    Pesquisa: envolve o estudo de diversas áreas, como da cognição, da emoção, da personalidade e do comportamento sob enfoque da relação entre estes aspectos e o funcionamento cerebral.

A avaliação neuropsicologia visa caracterizar de maneira mais compreensiva o status cognitivo e emocional do paciente.

Na década de 50 e 60, a avaliação neuropsicológica deveria responder às perguntas sobre “sinais de organicidade” nos dados do paciente.

A partir da década de 60, com a proliferação de procedimentos mais especializados, os clínicos começam a expandir seu papel para localizar lesões nos hemisférios cerebrais.

Com o advento de técnicas de imagem mais sofisticadas (tomografia computadorizada, no final dos anos 70, e imagens por ressonância magnética, na metade dos 80), a localização das lesões por meio das testagens neuropsicológicas tornou-se menos importante.

A partir da década de 90 – a década do “Cérebro” presenciou-se a mudança de ênfase da avaliação mais compreensiva do status do paciente.

Portanto, a questão deixou de ser "Onde está a lesão?", e passou a contemplar a natureza e a gravidade dos sintomas cognitivos e emocionais dos pacientes com diagnósticos mais precisos.

A Avaliação neuropsicológica, como a própria ciência neuropsicológica, derivaram de várias das práticas do exame neurológico clínico, da Psicologia Experimental e Clínica, e da pesquisa em Neuropsicologia; poucos dos testes foram originalmente desenvolvidos por neuropsicólogos.
 

Neuropsicologia Humana-Escolar: é multidisciplinar, envolvendo especialistas da Psicologia (experimental, cognitiva e clinica), da Neurologia da Psiquiatria, da Lingüística, da Fonoaudiologia, das Neurociências em geral e mais recentemente da “Pedagogia e da Psicopedagogia”.

O Neuropsicólogo Escolar é um profissional da educação (atua em escolas e não em clinicas): pedagogo e psicopedagogo, que busca conhecimentos na neuropsicologia para se tornar um especialista nos processos de aquisição da aprendizagem, seus problemas, dificuldades e distúrbios.

A melhor forma de evitar os problemas, as dificuldades e os distúrbios de aprendizagem é agir “Preventivamente”, com acompanhamento adequado de todo o processo de desenvolvimento e aprendizagem, desde a concepção, parto, nascimento, infância, puberdade, adolescência, idade adulta e velhice.

A função de um Neuropsicólogo Escolar é: observar, diagnosticar, buscar procedimentos práticos para minimizar os problemas, dificuldades e distúrbios de aprendizagem da linguagem, do raciocínio lógico-matemático, concentração, atenção, memória e emocionais.


            Conceitos importantes para um Neuropsicólogo Escolar:

Problema de aprendizagem: É momentâneo, mostra sintoma. Observa-se a repetição do prolema por 3 meses.

Dificuldade de aprendizagem: Psicológica/Biológica de ordem social. Causa todas as DIS, discalculia, disgrafia, etc.

Distúrbio de aprendizagem: Situações por doenças, acidentes. É sempre causado/provocado por uma situação externa.

            Em média numa turma de 40 alunos 10% tem problemas de aprendizagem ou, dificuldades de aprendizagem ou distúrbios de aprendizagem, em torno de 4 alunos, soa os que irão causar alguns transtornos para o professor.

 
NEUROPSICOLOGIA

Estuda a relação existente entre comportamento e o funcionamento do sistema nervoso.

Muitas pessoas hoje com problemas do sistema nervoso passam por sinais que muitas vezes não consideram como alerta, tais são:

1º nível – ansiedade;

2º nível – stress;

3º nível – depressão.

Deve-se procurar ajuda medica quando se esta no 1º nível, pois da depressão são mais 3 níveis e o ultimo é o pior deles, pois causa a morte.


HISTÓRICO

            Entre as mais antigas informações sobre o funcionamento do Sistema Nervoso esta um: PAPIRO, descoberto no Egito, por Edwin Smith no séc. XIX, escrito pelo medico egípcio Inhotep, onde descreve a técnica cirúrgica da “trepanação de encéfalos”, uma técnica cirúrgica onde perfurava-se o crânio do paciente, sem nenhum tipo de anestesia, para retirada de tumores.

            Para os pensadores gregos, a saúde exigia a harmonia do corpo e da alma. Destacamos alguns deles:

Pitágoras (580-510 a.C): admitia que no encéfalo estava sitiada a mente, enquanto no coração localizava-se a alma e as sensações.

Platão (427-347 a. C): que considerava o incefalo como sede do processo mental e julgava a lama tríplice, sendo o coração a sede da alma afetiva, o cérebro da alma intelectual, e o ventre a sede do apetite sexual.

Já durante o período pré-medieval, a medicina de Cláudio Galeno (130-203) teve enorme projeção mantendo-se incontestada durante mais de mil anos, tendo influenciado toda a Idade Média e ate mesmo após o advento renascentista.

Para Galeno o encéfalo era formado de duas partes: uma anterior, o cerebrum e uma posterior, o cerebellum. O cerebrum estava realacionado com as sensações – um reposito da memória – enquanto o cerebellum estava relacionado com o controle dos músculos. Os nervos eram condutos que levavam os líquidos vitais ou humores, permitindo que as sensações fossem registradas e os movimentos iniciados.

Através dos 4 elementos inalteraveios que formam a raiz de tudo: terra, ar, fogo e água, realizaram a transposição deste conceito para o comportamento/temperamento humano, dando origem a 4 liquidos essenciais (sangue, fleuma, bile amarela e bile negra) que quando em equilíbrio e harmonia asseguravam a saúde do individuo, enquanto a doença era devida ao seu desequilíbrio e desarmonia.

Sabemos que temperamento não é comportamento. Então quando nascemos temos 100% de traços de temperamento e isso é genético, enquanto o caráter e a personalidade se formam, pois nascemos com 0% em cada um destes, mas em função da aprendizagem enquanto crescemos ele se modifica apartir do REI, passando a diminuir o temperamento – que não some – para porcentagens em caráter e personalidades.

Ninguém nasce 100% bom ou ruim, é na fase de desenvolvimento que se desenvolve.

Para Galeno o pneuma se manifestava de 3 formas:

Espírito animal – localizado no cérebro.

Espírito vital – centrado no coração.

Espírito natural – residente no fígado.

O movimento renascentista, provocou intensa renovação artística e cultural e um avanço no estudo da anatomia humana pelas obras de Leonardo da Vinci (1452-1519) e Andréas Vesalius (1514-1564), que contribuíram de forma decisiva para a neurofisiologia.

A teoria Racionalista de René Descartes (1596-1650) “Penso, Logo Existo”. Essa teoria admitia que a alma era uma entidade livre e imaterial e o corpo era parte mecânica e material, onde a alma interagia com o corpo através da glândula pineal, que funcionava como centro de controle. Essa idéia permaneceu por 500 anos e foi um atraso total para a ciência, um erro muito grande de Descartes.

O séc. XIX foi marcado pelo nascimento da BIOLOGIA e pela revolução de idéias do naturalista Charles Robert Darwin (1809-1882). A descoberta de que o cortex cerebral apresentava áreas anatomicamente definidas, deu suporte a idéia de que diferentes funções mentais estavam alojadas nas diferentes porções do córtex, que apresentava tamanhos, saliências u afundamentos diferentes.

Surge a FRENOLOGIA que defendia a idéia de que o tamanho e formato da cabeça determinava o nível de inteligência, onde mais tarde essa teoria foi descartada como forma cruel de Charlatanismo e Discriminação. O mais ilustre e proponente desta teoria foi o austríaco Franz Joseph Gall (1758-1828).

Gall acreditava que o cérebro era um conjunto de órgãos separados, onde cada um controlava uma faculdade inata separadamente, onde postulou a existência de 27 faculdades afetivas e intelectuais, este numero foi posteriormente aumentado.

Outros grandes neurologistas do séc. XIX, são o medico francês Pierre-Paul Broca (1824-1880) e o neurologista alemão Carl Wernicke (1848-1905).

Broca descobriu a AFASIA MOTORA ou ESPRESSIVA. Um de seus pacientes se tornou famoso por so pronunciar a palavra TAN. Broca descobriu que o cérebro de TAN tinha zona destruída por neurosifilis, a qual foi delimitada na parte anterior do lobo frontal esquerdo, que se tornou conhecida como área de Broca responsável pelo controle da expressão motora da fala.

Call descobriu uma área similar na descoberta de Broca, mas na parte posterior do lobo temporal esquerdo, que quando lesado leva a um déficit sensorial da linguagem, onde os pacientes eram incapazes de reconhecer a palavra falada, mesmo quando tivessem sua audição intacta.

            No inicio do séc. XX a Neurofisiologia sofre um avanço com as descobertas das técnicas de estimulação eletromagnética cerebral, através de aparelhos Eletroencéfalograma - EEG.

Em 1929 Hanz Berger anunciou ao mundo que era possível registrar as fracas correntes elétricas no cérebro, sem a necessidade de abrir o crânio, e mostra-las na forma de um registro em papel. Que esta atividade mudava de características de acordo com o estado funcional do cérebro, tais como o sono, anestesia, hipóxia e em certas doenças nervosas como na epilepsia. Mas os eletrodos usados por Berger eram grandes demais para poder discernir com precisão.

Já W. Gray Walter em 1936 provou que se usassem eletrodos pequenos sobre a pele da cabeça poderia identificar atividades normais e anormais em partes do cérebro.

Na década de 80 do se. XX surge a Topografia Cerebral de EEG, para localiar tumores e doenças focais do cérebro.

Também a Ressonância Magnética que é conhecida desde 1940, inventada por Purcell and Bloch, um método de imagem que aproveita as propriedades naturais dos átomos existentes no corpo humano para criar uma imagem de diagnostico.

A Tomografia Computadorizada é um aparelho de Raio X muito mais complexo que o convencional, que torna possível uma visualização tridimensional dos órgãos em geral e em particular do cérebro, onde mostra tons de cinza, preto e branco.

O PET ou SPECT, são considerados os exames mais requintados d atualidade de mapeamento cerebral, são realizados através de ingestão no paciente de uma dose de uma substancia radioativa que é absorvida pelo cérebro, onde mostra as cores da mais alta para a mais baixa, vermelho, amarelo, verde, azul, violeta e preto que representa o nível mais baixo.

Alexander R. Luria (1902-1977) estudioso, foi influenciado pelos estudos de Ivan Petrovitch Pavlov (1849-1936), Pioter Kuzmitch Anokhin (1898-1974) e Lev Seminovitch Vygotsky (1896-1934). Investigou as funções superiores (pensamento, linguagem e memória) nas sua relações com os mecanismos cerebrais e desenvolveu a noção do sistema nervoso funcionando como um todo, considerando o ambiente social como determinante fundamental dos sistemas funcionais responsáveis pelo comportamento humano.

 
CONCLUSÃO

A questão “de que forma a mente se relaciona com o cérebro?” permanece ainda hoje como um problema sem solução.

Ao longo do tempo, os estudiosos discutiram os níveis de existência do sistema nervoso, creditando, quase sempre, mais importância a um deles. Assim, a linguagem, a memória e a percepção (nível psicológico) seriam reduzidas a suas manifestações fisiológicas; a motricidade e as sensações (nível fisiológico) seriam reduzidas a suas manifestações celulares; e os fenômenos celulares a suas manifestações moleculares (nível bioquímico ou microfisiológico).

Atualmente, contudo, estas visões não são aceitas como explicação, embora possam resultar em bons métodos de estudo. Assim, quando se afirma que os níveis de existência do sistema nervoso não são uns conseqüências dos outros, mas coexistem simultaneamente, em paralelo.


BIBLIOGRAFIA

APOSTILA DE NEUROPSICOLOGIA.
ESTUDOS EM SALA DE AULA

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Proposta Curricular para Educação Infantil

 

INTRODUÇÃO

Ao iniciar sua trajetória de vida, as crianças têm direito a saúde, amor, aceitação e segurança, que constituem um forte alicerce para suportar as fases posteriores de desenvolvimento.
 
Assim sendo, surge uma nova concepção de creche-ambiente de educação e cuidados — que sinaliza para a fundamental importância de que a este espaço, anteriormente direcionado somente aos cuidados para com a criança, atribua-se um papel educativo complementar junto às famílias.
 
As famílias, as instituições e a sociedade como um todo são responsáveis pela infância e realizam ações que se complementam. Em momento algum uma substituirá a outra, pois são de grande importância para a Educação Infantil.
 
O Currículo da Educação Infantil —0 a 5 anos — é centrado nos eixos Formação Pessoal e Social e Conhecimento do Mundo e deverá contribuir para prática e vivência pedagógicas plenas de êxito e alegria, culminando com aprendizagem satisfatória e significativa das crianças.


1. CURRICULO DA EDUCAÇÃO INFANTIL

 
As instituições de educação infantil nasceram na França, no século XVIIII, em resposta à situação de pobreza, abandono e maus tratos de crianças pequenas, cujos pais trabalham em fábricas, fundição e minas criadas pela Revolução Industrial. Todavia os objetivos e formas de tratar as crianças dos extratos sociais mais pobres da sociedade não eram consensuais. Setores da elite defendiam a idéia do que não seria bom para a sociedade como um todo que se educassem as crianças pobres; era proposta a educação da ocupação e da piedade (OLIVEIRA, 1995).
 
Durante muito tempo, as instituições infantis, incluindo as brasileiras organizavam seu espaço e sua rotina diária em função de idéias de assistência, de custódia e de higiene da criança. A década de 1980 passou por um momento de ampliação do debate a respeito das funções das instituições infantis para a sociedade moderna, que teve início com os movimentos populares dos anos de 1970 (WAJSKOP, 1995).
 
A partir desse período, as instituições passaram a ser passadas e reivindicadas como lugar de educação e cuidados coletivos das crianças de zero a seis anos de idade.
 
A abertura política permitia o reconhecimento social desses direitos manifestados pelos movimentos populares e por grupos organizados da sociedade civil. A Constituição de 1988 (art.208, e inciso IV), pela primeira vez na história do Brasil, definiu como direito das crianças de zero a seis anos de idade é dever do Estado o atendimento à infância.
 
Muitos fatos ocorreram de forma a influenciar estas mudanças: o desenvolvimento urbano, as reivindicações populares, o trabalho da mulher, a transformação das funções familiares, as idéias de infância e as condições socioculturais para o desenvolvimento das crianças.
 
Ao constituir-se em um equipamento só para pobres, principalmente no caso das instituições de educação infantil, financiadas ou mantidas pelo poder público, significou, em muitas situações, atuar de forma compensatória para sanar as supostas faltas e carências das crianças e de seus familiares. A tônica do trabalho institucional foi pautada por uma visão que estigmatizava a população de baixa renda. A concepção educacional era marcada por características assistencialista, sem considerar as questões de cidadania ligadas aos ideais de liberdade e igualdade.
 
Modificar essa concepção de educação assistencialista significa atentar para várias questões que vão além dos aspectos legais. Envolve principalmente, assumir as especificidades da educação infantil e rever concepções sobre a infância, as relações entre classes sociais, à responsabilidade da sociedade e o papel do Estado em relação às crianças pequenas.
 
Embora haja um consenso sobre a necessidade de que a educação, para as crianças pequenas deva promover a integração entre os aspectos físicos, emocionais, afetivos, cognitivos e sociais da criança, considerando que esta é um ser completo e indivisível, as divergências e estão exatamente no que se entende sobre o que seja trabalhar com cada um desses aspectos.
 
Polêmicas sobre cuidar e educar, sobre o papel do afeto na relação pedagógica e sobre educar para o desenvolvimento ou para o conhecimento tem-se constituído no pano de fundo sobre o qual se constroem as propostas em educação infantil.
 

LDB Atualizada 2011 MEC: LDB Atualizada LEI 9394/96

 

LEI 9394/96 – A Lei das Diretrizes e Bases da Educação Nacional é uma lei criada desde 1971 e que foi realmente reconhecida como tal em 1996 no Governo do então presidente Fernando Henrique Cardoso. A LDB só veio acrescentar informações e obrigatoriedades de extrema importância na educação do Brasil, pois de acordo com ela, a educação é um direito de todos e as crianças precisam ter acesso ao ensino desde os primeiros anos de vida, com a inclusão dessas em creches e em pré-escolas.
 
De acordo com essa lei as escolas precisam ter oitocentas horas na carga horária, que devem ser distribuídas no decorrer do ano letivo. Essa carga horária deve ser respeitada e utilizada de forma a alimentar com conhecimento todos os alunos, independente da escola ser pública o particular.
 
A educação precisa ser vista como uma condição na preparação dos jovens não só para o mercado de trabalho mas para sua vivência dentro da sociedade. A lei que foi recentemente reformulada e traz informações importantes referente aos currículos, avaliações para ingresso no ensino superior, participação dos professores na educação e integração do aluno na sociedade, ensino a distância, sistema estadual de ensino e sistema municipal de ensino e muitas outras informações que vale a pena conferir.
 
LDB ATUALIZADA 2011 MEC – LDB ATUALIZADA E COMENTADA EM PDF – Se você ficou curioso para entender um pouco mais sobre essa atualização LDB 2011 e quer vê-la comentada, Baixe e leia atentamente todos os tópicos da lei em um arquivo pdf disponível aqui no site descrito abaixo.
 
A LDB atualizada também se preocupa no tempo de permanência do aluno no espaço escolar e a diminuição do tempo de sua vida na escola por motivo de repetência. O ideal seria que as escolas adotassem o sistema de período integral, onde os alunos possam estudar no período da manhã, almoçar na escola e a tarde ter atividades extra curriculares, tais como esportes, aulas de artesanato, línguas estrangeiras, aulas de reforço e outras atividades que farão parte da formação desse estudante.
 

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Dificuldades de Adaptação da Criança à Escola

 
- O que devem fazer os pais quando os filhos se recusam ir para a escola?

Antes de tudo os pais devem observar e conversar com a criança procurando perceber o que é que ela está a sentir. E tentar descobrir onde está a causa do problema.
Refletindo sobre algumas questões:
- O motivo desta recusa está na própria criança?
- Está no ambiente familiar ou na escola?
- Como está o seu estado de saúde de uma forma geral, o seu desenvolvimento físico , afetivo e social?
O pediatra pode orientar os pais neste sentido e se necessário indicar o melhor tratamento e inclusivamente sugerir um acompanhamento psicológico.
Além de fantasiar e sentir medo, as crianças também se preocupam e se angustiam com os problemas da família, mas por outro lado, são muito curiosas e adoram aprender. Se não aconteceu nada de diferente na rotina familiar, como o nascimento de um irmão por exemplo ou outro acontecimento importante, os pais devem refletir sobre o seu próprio comportamento e atitudes que costumam ter em relação a criança.
- Será que os pais estão a ser permissivos demais? Rígidos demais?
- Como é o relacionamento dela com os colegas e com a professora?
- Ela está adaptar-se bem aos métodos e regras da instituição?
Muitas vezes os pais fazem com que os filhos sejam muito dependentes e indisciplinados e isso prejudica-os quando entram na escola, porque na escola terão que demonstrar responsabilidade, obedecer a regras e respeitar limites.
 
 
- Porque é que as crianças recusam, algumas vezes, a volta às aulas e, principalmente, o primeiro contato com a vida escolar?
 
Recusar voltar às aulas depois de um período de férias é diferente de recusar ir à escola pela primeira vez, porém algumas crianças de 8, 9 , 10 anos ou mais, acabam por repetir o mesmo processo todas as vezes que regressam de férias. Isto significa imaturidade e é sinal que não resolveram um antigo problema e neste caso a criança precisa de ajuda.
O regresso às aulas pode gerar em certas crianças ansiedade, medo e insegurança e isto pode acontecer por vários motivos: doença de alguma pessoa próxima, divórcio, excesso de atividades como cursos de línguas, desportos, música, etc, notas baixas no período anterior o que poderá gerar medo de fracassos futuros e de não corresponder às expectativas dos pais.
Tudo isto são normalmente sintomas passageiros, se persistirem os pais devem procurar orientação com os profissionais da escola, com um médico ou um psicólogo.
Quando uma criança inicia a sua vida escolar, encontra um mundo novo, com influências, ideias, amizades e oportunidades com as quais nunca se havia deparado antes. Nesta época ela precisa de muito apoio dos pais.
Toda a criança, seja qual for sua história e a sua idade, terá que enfrentar o primeiro dia de aulas e esta experiência acarreta ansiedade e insegurança. Afastar-se do aconchego do lar e enfrentar o desconhecido significa um grande salto na vida de qualquer criança. O ingresso na vida escolar representa um passo muito grande em direção à independência.
Uma criança que esteja a passar pela primeira vez por esta experiência poderá sentir-se muito angustiada porque não consegue prever os benefícios que estão para vir. É natural surgirem estes sintomas, mas os pais não têm necessidade de ficar aflitos porque costumam ser passageiros.
Esta é mais uma fase que exigirá um período de adaptação. A maioria consegue adaptar-se e quando isto não acontece os pais devem investigar suas causas.
 
 
- Qual o papel que a escola deve assumir quando a criança chora e pede para ir embora?
 
A escola deve orientar os pais no sentido de lhes transmitir quais as suas propostas e os seus objetivos deixando claro aquilo que podem oferecer ao seu filho.
Os profissionais que trabalham na escola sabem como é penoso para algumas crianças o processo de adaptação e quanto tempo costuma durar. Se uma criança continuar a chorar por muito tempo e a pedir para ir embora, estes profissionais deverão tomar as medidas necessárias no sentido de ajudar a criança e orientar os seus pais quanto ao seu comportamento , inclusive mostrar o momento certo de procurar ajuda de um profissional especializado, caso necessário.
 

- Frequentes erros dos pais que podem piorar a situação em vez de resolvê-la?
Punir ou castigar a criança.
Muitos pais não ouvem o que a criança tem a dizer, desconhecem as suas razões. Imaginam que o filho está comportar-se desta forma porque deseja chamar a atenção ou está a fazer isto para agredir os pais e assim proíbem "coisas" que são importantes para a criança, como por exemplo:
- Proibir a criança de ver programas de TV que ela gosta, brincar...
- Outros, insistem em ficar com a criança na escola durante todo o período das aulas, alguns casos as mães insistem em permanecer dentro da sala de aula ao lado do filho e infelizmente algumas escolas ainda permitem isso, mas por pouco tempo, pois descobrem logo as inconveniências para o restante dos alunos.
- Outro erro dos pais é transferir a criança para outra escola. Ao se deparar com uma escola muito simpática, no primeiro momento a criança parece decidir e optar, mas a convivência na escola e o contato com as suas verdadeiras dificuldades trazem de volta o antigo problema.
 

- Que tipo de problema pode ter a criança se os pais insistirem em fazê-las ir para a escola muito novas (com três anos, por exemplo?)
Uma criança de seis anos tem mais maturidade e maior preparo para a socialização escolar que outra de três, mas isto não significa que todas as crianças que iniciarem a sua vida escolar aos três anos enfrentará problemas.
Por uma questão de necessidade, atualmente os pais estão a matricular os seus filhos mais cedo na escola e observamos que muitos deles sentem culpa pelo fato de deixá-los tão cedo e ter pouco tempo para se dedicarem a eles.
Neste caso, o sentimento de culpa é transmitido ao filho e isto fará com que se sinta abandonado pelos pais. A criança poderá fechar-se em si, tornar-se passiva, reprimir a sua criatividade... poderá recusar passar pelo processo de adaptação demonstrando medo de se separar dos pais.
 

- E que tipo de problemas as crianças podem ter se os pais resolverem tirá-las da escola e disserem "filhinho, já que não queres não te vou levar à escola"?
 

Educar um filho, realmente não é uma tarefa muito fácil. Infelizmente, muitos pais , na intenção de fazer o melhor e dar o melhor de si, cometem erros e acabam por prejudicar o desenvolvimento da criança e o seu futuro de uma forma geral.
A expressão citada e que muitas vezes observamos na realidade, revela um pai e ou mãe "imaturos" e bastante permissivos que costumam mimar o seu filho. Satisfazer todas as suas vontades faz dele um pequeno tirano e quem sofre as consequências é a própria criança.
A criança mimada desenvolve uma personalidade intolerante e insaciável e certamente não admitirá um NÃO como respostas às suas vontades. E isto significa que terá dificuldades em lidar com as diversas frustrações da vida - quando os pais tentam poupar os filhos de qualquer sofrimento, estão na verdade a privar as crianças da oportunidade de desenvolverem os seus
próprios recursos para enfrentar as adversidades.
 

- Qual é a idade ideal para colocar as crianças na escola?
 
É muito relativo, pois depende dos pais , da maturidade da criança e das propostas da escola escolhida.
As habilidades que a sociedade espera das pessoas quando completam o seu processo de educação são bem diferentes do que alguns anos atrás, e portanto os métodos e objetivos da escola também mudaram. Hoje , a formação dos profissionais que trabalham nas escolas é mais completa e a maioria das escolas já conta com orientadores pedagógicos e psicólogos, com cargos específicos para cada atividade.
Existe uma preocupação maior em encarar cada criança como uma pessoa individualizada, em olhar de perto o seu processo individual de desenvolvimento. Com isto tornou-se possível determinar com maior precisão as áreas em que cada criança necessita de maior atenção e apoio.
Quando os pais decidem colocar o seu filho na escola, é importante verificar se a criança está preparada para o ingresso em determinada escola.
 
 
- Como saber se a criança está preparada?
 
É importante verificar se é um estabelecimento onde a criança poderá frequentar também o 1º ano, conhecer as propostas e os métodos da escola.
Alguns pais não matriculam o seu filho no jardim da infância (menor de 6 anos) porque imaginam que nesta fase a criança irá para a escola somente para brincar, esperam que ela aprenda logo a ler e escrever. Mas sabemos que o brincar, por exemplo, com tesoura, cola, plasticina, desenhar, colorir, ouvir histórias, música, etc... facilita e é necessário para o processo de alfabetização. E quanto mais oportunidade e contato tiver a criança com a escola e com estes materiais, mais cedo e mais rica será a sua aprendizagem.

 

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Educação Infantil

          A educação infantil, primeira etapa da educação básica, ajuda no desenvolvimento físico, psicológico, intelectual e social da criança, complementando a ação da família e da comunidade. É oferecida gratuitamente em creches ou instituições equivalentes para crianças de até 3 anos de idade e, posteriormente, em pré-escolas para crianças de 4 a 5 anos.
          De acordo com o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil, organizado pelo Ministério da Educação (MEC), as creches e pré-escolas devem educar, cuidar e proporcionar brincadeiras, contribuindo para o desenvolvimento da personalidade, da linguagem e para a inclusão social da criança. Atividades como brincar, contar histórias, oficinas de desenho, pintura e música, além de cuidados com o corpo, são recomendadas para crianças que frequentam a escola nesta etapa.
 
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